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  • burricodorada

A celebrar 1 ano no Monte , Baixo-Alentejo

Atualizado: 11 de jan. de 2023



Hoje faz 1 ano que deixei a minha antiga vida para trás e mudei para o Baixo-Alentejo.

Depois de tantos meses a viver uma nova etapa, por entre novas aprendizagens, ritmos diferentes, na ausência de rotinas e de antigos hábitos, redescobri outros Caminhos, desejos e vontades de realizar e criar outros desafios que me levem a mim mesma.

Não foi fácil, as mudanças nunca o são, talvez porque sem os amargos de boca, sem as lágrimas a inundar os olhos e o coração, sem a solidão física, jamais nos descubrimos verdadeiramente.

Depois de quase 5 anos a preparar este pedacinho de terra onde hoje vivo, onde recebo os que nos visitam e que escolhem o sossego, a autenticidade, as cores e os cheiros deste Baixo-Alentejo, percebo que tenho pela frente toda uma nova jornada para ir construindo. Porque a vida não é feita de pressas, de ansiedades loucas, de ambições desmedidas, antes de momentos, de vontades equacionadas e que querem sobretudo, ser felizes.

Posso dizer que recomecei do 0. Ainda penso muitas vezes de onde vem a minha força e coragem para viver uma vida tão diferente. Depois de caminhar tantos anos ao lado de alguém, vivo neste momento um “One Woman Show”, com as nossas Casas de Campo do Burrico D´Orada e no nosso Monte, ciente que não caminhamos jamais sozinhos e que a par da ajuda preciosa dos meus pais, encontrei nesta terra alguns Anjos que me ajudam e com os quais partilho a caminhada. Bem hajam a todos eles – se a vida vale a pena, também sobretudo será pela comunhão que fazemos com tantos que encontramos no caminho...


Percebi que estou num local único, que esta região tem tanto para dar e descobrir, que muitas vezes tento perceber qual será o melhor dela própria. Se os Vinhos, os Azeites, os Queijos DOP de Serpa e da região, o Fumeiro & Carne de Porco Preto, as Ervas Aromáticas, o Sol, a brisa quente do Verão, o azul do Céu, os Invernos com o cheiro do carvão e da Lenha de Azinho, o Rio Guadiana, o Grande Lago de Alqueva, os Doces, os pratos de Borrego, os Cozidos de Grão, as Migas, os Figos, as Laranjas, o Tomate, a Melancia, o Melão, o Mel, os Licores, o Cante, as suas Gentes...E percebo que tudo isto também me pertence, o meu, o nosso Baixo-Alentejo.

E tantos que aqui trabalham e querem ver também o seu sonho acontecer, porque é desta terra que queremos que brote a Felicidade e as sementes de um Futuro, tantas vezes adiado. É bom saber que tenho Parceiros nesta Região que vivem e desenvolvem a sua atividade com profissionalismo e sinergia com os demais e, sem eles o nosso Monte não seria a mesma coisa...

Todos os que aqui vêm são sempre bem vindos e desejo sempre que quando regressem tenham tido oportunidade de conhecer melhor este canto do Alentejo – procuro que conheçam, que descubram, que degustem o melhor desta região. Seja através de um passeio de barco com a Alquevatours, uma pescaria com um Profissional, o Pascal, um passeio a cavalo com a Equimoura, uma Massagem Relaxante com a VipRelax depois de um dia em cheio, uma sessão de SUP ou um tour de canoagem ao luar com a Alentejobreak, ou um Jeep-Safari a partir do Museu do Medronho...


Haja tempo e vontade para fazer tanta coisa boa!

E claro, há que provar tb o fumeiro maravilhoso, por exemplo, na Casa Cavalheiro em Moura, casa com 100 anos e de confecção própria, degustar os vinhos maravilhosos que podem ser encontrados desde a Granja-Amareleja, Moura, Serpa, Vidigueira, Vila de Frades, Cuba, o que não faltam são produtores e Adegas de referência e de elevada qualidade. Recomendo vivamente uma visita a Vila de Frades, Vila Alva & Cuba – à Cella Vineria Antiqua (Honrado Vineyards), ou à Adega do Mestre Daniel (Talhas XXVI), ou à Gerações da Talha, à Quinta da Pigarça e mesmo à Herdade Rocim para experimentar os fantásticos Vinhos da Talha!

E como se não bastasse, se realmente é apreciador de vinhos, guardem mais uns dias para visitar a Quinta do Paral, a Herdade Grande, a Quinta do Quetzal, os Margaça, a Casa Clara com os seus verdadeiros Vinhos de Pias, a Herdade da Lisboa, a Herdade dos Cotéis, a Marel na Amareleja e provar também os Vinhos da Herdade dos Machados, Encostas de Serpa, Paço do Conde e da emblemática e muito querida Adega Cooperativa da Vidigueira. Não se acabam as sugestões e, se eu já era apaixonada por vinhos Portugueses, fico sempre surpreendida, por encontrar aqui néctares únicos, a experimentar!

E o mais fantástico é que a maior parte destes produtores também produz azeite, por isso há que degustar também o ouro líquido desta terra, sempre com a profunda convicção que este Alentejo é uma dádiva dos Céus, que devemos divulgar e dar a conhecer a todos os de cá e os de lá de fora!

Para além de conhecer e experimentar as delícias desta terra, aprendi a viver com vagar, aqui não há pressas, aqui o Tempo existe, persiste e é disfrutado de outra forma. Perguntam se não sinto falta do bulício de Lisboa, dos Centros Comerciais, dos Outlets, do frenesim,...Não, acho que vivo para além dessa realidade, posso ir de visita de vez em quando, mas prefiro este ritmo e esta paz. Habituei-me a saborear os pequenos momentos – a brisa quente do Verão, o aroma quente das figueiras, a terra vermelha, os animais, o canto dos grilos, o aroma do café acabado de fazer ao fim de semana, o canto dos pássaros, os dias de chuva, o cheiro da lenha de azinho nas noites de inverno, os sorrisos dos que me aconchegam, o Pôr do Sol, o meu momento mágico, que muitas vezes me convida ao silêncio, a uma pausa, para me re-conectar com o Universo que nos rodeia, com o Céu, com Deus, comigo própria.

Vou aprendendo hábitos novos, de horticultura, jardinagem, lavoura, de pequenos momentos, de cores, de cheiros, de novas vontades de ser mais inteira, porque o que fomos ontem, já não somos hoje. Sendo que a cada dia, me procuro aproximar mais de mim própria, porque sou hoje mais eu, do que ontem.

Quero aprender ainda mais todos os dias, caminhar neste Baixo-Alentejo com a certeza que neste momento é o meu lugar e que o futuro não me pertence, coloco-o nas mãos d`Aquele que aqui me trouxe.


Agradeço a todos os que me têm acarinhado e dado força para não desistir, para continuar todos os dias com um sorriso maior no coração. Obrigada Paizito, Mãezita, Maria, Bia, Manuel, Elsa, Felizarda, Gina, Manuel Luís, Gaby, pelo aconchego, os sorrisos, a ternura, o apoio, a coragem, a amizade, o Amor – porque não caminho sozinha, porque hoje sou mais inteira e estou mais perto da minha essência e, sou mais FELIZ.


Bem hajam,

Rita.




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